Como a Logoterapia me ajudou a compreender a vida sob uma nova perspectiva.
Conheci a Logoterapia quando fiz uma formação para terapeutas.
Foi nesse período que li o livro “Em Busca de Sentido”, de Viktor E. Frankl.
Na primeira parte, Frankl relata sua experiência nos campos de concentração. Na segunda, apresenta os conceitos da Logoterapia.
Como meu próprio professor costuma dizer:
“Esse é um livro para ser revisitado uma vez por mês.”
Tamanha é a profundidade do conteúdo.
Em uma das aulas, ouvi algo que me marcou: muitas pessoas ainda não conhecem a Logoterapia.
Por isso, resolvi trazer esse assunto para cá.
Afinal, mesmo sem saber da existência dessa abordagem, eu sempre vivi minha vida buscando sentido.
E quando encontrei a Logoterapia, foi como encontrar a explicação para a minha forma de ver o mundo.
Há uma frase de Frankl que sempre me faz refletir:
“O vazio existencial manifesta-se principalmente num estado de tédio.”
Porém, nem todos se permitem mergulhar nessa percepção de vazio.
Muitos preenchem a vida com prazeres momentâneos ou atividades sem real importância.
Mas, depois da distração, o vazio volta — às vezes ainda maior.
Olhar para essa profundidade e buscar um futuro com sentido é justamente o caminho que a Logoterapia oferece.
Como Frankl disse:
“A Logoterapia concentra-se mais no futuro, ou seja, nos sentidos a serem realizados pelo paciente em seu futuro.”
Essa abordagem não ignora a dor, mas convida a transformá-la.
Em vez de nos prendermos às perguntas do passado, ela nos abre para um olhar de responsabilidade e possibilidade:
o que ainda posso realizar? Como posso dar um significado a tudo isso?
E é nessa mudança de perspectiva que encontramos um caminho para seguir adiante, com propósito.